O casal de missionários Lázaro e Diosi Santos já está na Indonésia há seis meses. Depois de atuar quase cinco anos no Timor Leste, eles enfrentam agora um novo desafio: aprender o Bahasa Indonesia, idioma oficial do país, e se adaptar à nova cultura em que estão trabalhando.
Em relatório enviado à Além-Mar, o Pr. Lázaro disse que, com os estudos constantes, já estão se comunicando bem, mas que as dificuldades ainda são muitas no aprendizado. O bahasa é a língua oficial do país desde 1945, proveniente do malaio e de influências do Holandês. É o idioma mais falado naquela região do mundo, sendo que, mesmo no Timor Leste, ocupado pela Indonésia até 1999, o indonésio ainda é falado, juntamente com o inglês, como língua de trabalho na administração pública.
Além do idioma, os dois também disseram estar, aos poucos, adaptando-se à nova comida e conhecendo a cultura local, o que, segundo relatam, tem deixado-os espantados a cada nova informação que têm dos costumes do povo. “O animismo aqui é algo tão enraizado na cultura, que se perde até mesmo entre os crentes”, ressaltou a irmã Diosi. Segundo ela, o sincretismo animista é tão forte que, em alguns casos, até mesmo líderes cristãos fazem rituais de sacrifício na igreja, como vodu. “Relatamos isso não é para escandalizar a igreja, mas para que tenhamos constante apoio em oração. É preciso haver um avivamento do Espírito Santo, para que ele liberte este povo”. “Louvamos a Deus porque temos visto que há muitos pastores buscando a Verdade e dando a vida pela causa do Evangelho”.
O Pr. Lázaro ressaltou a importância de que a igreja continue orando constantemente pelos indonesianos, para que haja uma purificação entre o povo, principalmente no que diz respeito ao sincretismo praticado entre muçulmanos, hindus, budismo e cristãos (evangélicos e católicos). “Aqui, em todas as religiões, o que fica claro é a força do animismo, com os rituais de vodu que são inseridos normalmente em filmes e novelas e tratados com grande naturalidade”, disse.
Outro desafio enfrentado recentemente pelo casal foi o fim do Ramadã, mês de jejum islâmico observado pelos muçulmanos em todo o mundo. Eles disseram ter sentido muitas setas malignas e que em algumas noites nem conseguiram dormir, por insônia ou pelo barulho. “Eles acordavam às 3h00 para fazerem comida e comer antes das 6h00. Faziam questão de que todo mundo acordasse, saindo para as ruas com bandas musicais e gritando para que cada vez mais pessoas participassem”, disse a irmã Diosi.
Contudo, apesar de todos os desafios, Lázaro e Diosi têm orado buscando a direção de Deus e pedindo que o Senhor abra portas para pregação do Evangelho e lhes dê almas.
PONTO DE TRABALHO
Durante o mês de novembro, eles irão ao local do possível novo ponto de trabalho. A irmã Margaretha Adiwardana, presidente da AME (Associação Missão Esperança), irá pessoalmente ao país para apresentá-los aos parceiros com quem irão trabalhar. Os dois dizem estar contentes e gratos a Deus por isso, por saberem a AME tem sido a extensão da igreja amada que os enviou e que os sustenta em contribuições e orações constantes, dando-lhes sempre orientação e suporte no campo, primordial para que o plano de trabalho no campo dê certo, junto com a direção do Espírito Santo.
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