“Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6.8).
Jesus, no encontro que teve com Nicodemos, foi categórico: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
A promessa feita por Deus em Gênesis 3.15 teve o seu real cumprimento na cruz do Calvário, quando Jesus bradou: “Está consumado!”
Agora compete a nós evangélicos fazermos cumprir o IDE de Jesus.
Os anjos desejaram ardentemente realizar a obra de divulgar ao mundo a morte expiatória de Cristo pela humanidade. Mas a incumbência é nossa. É, portanto, um legado que Deus deixou para o homem. Sabemos que não é tão fácil evangelizarmos, porque sempre teremos a oposição do inimigo de nossas almas que tudo faz para que desistamos.
Mas, o salmo 126.6 afirma, para nossa alegria: “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria, trazendo consigo os seus molhos”. Foram nas grandes dificuldades que a obra pentecostal realizou-se no Brasil. No próximo dia 18 de junho, comemoraremos 95 anos da existência de nossa denominação em nossa pátria.
Só Deus sabe quais foram as dificuldades que os dois pioneiros, Daniel Berg e Gunnar Vingren enfrentaram para estabelecerem a Assembléia de Deus em Belém do Pará. Tudo trabalhava em sentido contrário: a adversidade do clima – eram europeus e Jesus os enviou para a região mais quente de nosso país; não conheciam nossa língua – mas isto não foi impedimento para eles começarem imediatamente a pregar a Palavra de Deus; o Senhor providenciou um professor para que os ensinasse o nosso idioma; os recursos financeiros eram parcos – porém Deus supriu todas as suas necessidades.
Hoje, temos igrejas bem-estruturadas de Norte a Sul, de Leste a Oeste de nosso país, mas não podemos nos esquecer de que nossa vocação é missionária. Somos a Assembléia de Deus da Missão. Os suecos não mediram esforços para enviarem diversos missionários. Nós herdamos deles este ardor por missões. Há três possibilidades para realizarmos a obra missionária: orando pelos que vão e contribuindo com as nossas ofertas, para que possam realizar a obra de Deus a contento. No entanto, para os que são enviados é necessário que se preparem bem, porque vivemos em um mundo de grandes mutações e é necessário que os nossos missionários estejam prontos, para que não voltem decepcionados.
Temos várias entidades missionárias que preparam nossos missionários para o local onde desejam trabalhar. Há a dificuldade da língua e dos costumes; por isso, é necessário um processo de transculturação, a fim de que os impactos sejam os menores possíveis. Só assim alcançaremos os que vivem sem Deus e sem salvação.
Vamos fazer missões, pois este é o desejo de Deus, mas de forma correta, para que os traumas sejam eliminados. O mundo aguarda com ansiedade que levemos avante a obra que nos foi confiada: Pregar o Evangelho a toda criatura, mas de uma forma que os resultados sejam os mais alvissareiros possíveis..
Vale a pena evangelizar e fazer missões.
Pr. José Wellington Bezerra da Costa
Presidente da CGADB, da CONFRADESP e do Ministério do Belém
O presidente da CGADB, Pastor José Wellington Bezerra da Costa, fala sobre a importância da obra missionária para a Igreja. |